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Covid-19: crise já provocou uma descida na avaliação bancária de Março

28 abr 2020
Covid-19: crise já provocou uma descida na avaliação bancária de Março
A avaliação bancária desceu um euro em Março para 1110 euros por metro quadrado, segundo os dados divulgados esta segunda-feira pelo INE. É a primeira descida em quatro anos.
"O valor mediano de avaliação bancária foi de 1110 euros em março, menos um euro do que o observado no mês precedente, reflectindo já parcialmente os efeitos da pandemia covid-19, sinaliza esta segunda-feira o INE.
 
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), este valor representa uma descida de 0,1% relativamente a Fevereiro e um aumento de 10,3% face ao mesmo mês do ano anterior.
 
“A informação deste destaque, respeitante a Março, já deverá refletir parcialmente efeitos da pandemia covid-19, quer no comportamento do índice de preços, quer na quantidade de informação primária disponível para compilar o índice”, refere o instituto.
 
A nível regional, a maior subida face ao mês anterior registou-se na Região Autónoma da Madeira (2,2%) e a descida mais acentuada foi observada no Alentejo (-1,7%).
 
Em comparação com o período homólogo, o valor mediano das avaliações cresceu 10,3% e a taxa de variação homóloga mais elevada para o conjunto das avaliações verificou-se na Área Metropolitana de Lisboa (12,1%), com a menor foi registada no Alentejo (1,8%).
 
No mês em análise, o valor mediano de avaliação bancária de apartamentos foi 1209 euros por metro quadrado, aumentando 11,7% relativamente ao mês homólogo, enquanto o valor mediano da avaliação bancária das moradias foi de 923 euros por metro quadrado, o que representa uma subida de 5,1% em relação mesmo mês do ano anterior.
 
Com este destaque, o INE apresenta uma nova série do Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação (IABH), com a substituição do valor médio, anteriormente obtido pela média geométrica dos valores observados, pelo valor mediano de avaliação bancária, complementado pela divulgação do valor para o 1.º e 3.º quartil da distribuição de valores observados e a substituição da área útil pela área bruta como referência para o cálculo do indicador.
 
“Esta alteração tem como consequência que o valor por metro quadrado seja agora forçosamente menor visto que a área de referência passou a ser maior”, refere o INE, explicando que desta forma se eliminou alguma ambiguidade associada à identificação de área útil.
 
As alterações visaram, entre outros aspectos, promover a comparabilidade com outros indicadores sobre o mercado habitacional, produzidos pelo INE, refere."

Fonte: Público
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